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MOMENTOS DOS ALUNOS DO CURSO DE COSTURA INDUSTRIAL - INSTITUTO MATHEUS DE LIMA


sábado, 19 de julho de 2008

COMO SERÁ O AMANHÃ?

“Como será o amanhã? Responda quem souber..O que irá me acontecer? O meu destino será como Deus quiser...”

A letra da música “O Amanhã” no samba de “João Sergio” ratifica o que é claro e óbvio. Ninguém sabe como será o próprio futuro.

Como tentar adivinhar o futuro de uma cidade inteira?
Como será Niquelândia daqui a dez, vinte, cinqüenta, cem anos?
Ou seja, como será a Niquelândia de nossos filhos e nossos netos?

Podemos não saber como será o futuro, mas podemos trabalhar séria e honestamente para definir como ele deverá ser, aproximando ao máximo daquilo que sonhamos e desejamos.
Hoje a nossa cidade cresce lentamente devido a sua única atividade econômica voltada para o minério. Essa exploração é responsável por grande parte da captação da mão de obra local.
Será essa a única opção da nossa cidade? Claro que não.


Niquelândia tem outras riquezas. Tem um povo hospitaleiro que já mostrou que a atividade turística se enquadraria aqui com relativa facilidade devido aos seus diversos pontos históricos.

-É de conhecimento geral que a evolução do turismo leva consigo a evolução do comércio.
-Que a evolução do comércio resulta na geração de emprego.
-A geração de emprego é responsável pela concorrência entre os jovens em busca da melhoria de vida.


-A forma de vencer é estar preparado e capacitado.

-Estudar é se preparar para o futuro, é se preparar para defender a sua história, é se preparar para representar o seu povo.

Niquelândia tem história, como se pode ver no livro REDESCOBRINDO NIQUELÂNDIA do amigo Amarildo Mulinari que com muita sapiência ali publicou os relatos do, também amigo, Dr. Maurity no texto “TRAÍRAS! UMA CIDADE E SUAS RUINAS”.

Lá o Doutor nos conta:

O início da decadência
“Traíras já foi uma das mais prósperas cidades do Centro – Oeste brasileiro. Dona de um comércio evoluído, onde algumas lojas se davam ao luxo de vender apenas seda pura; um poder judiciário atuante e moderno para a época... um fórum de causar inveja a muitas comarcas, ..., um sino fundido ali mesmo que, segundo o livro “migalhas de São José do Tocantins” de D. Francisco Prada, em sua fundição gastou-se 100 quilos de ouro,...
...Várias igrejas existiam, mas conheci duas: a de Nossa Senhora da Conceição de uma obra arquitetônica inigualável, e a Capela de Nossa Senhora de Santana...
Uma festa religiosa bastante tradicional era a de Nosso Senhor dos Passos. A igreja era uma construção barroca, bela e imponente ... .Esta monumental obra, tombada pelo glorioso Patrimônio Histórico Nacional, se desmoronou por volta dos anos 60.
O grito de socorro às autoridades competentes para tal, do Sr. José pereira, pessoa de maior destaque e visão da época foi em vão, pois juntamente com sua comunidade viu tombar o último valor histórico de Traíras.


...Conheci o sobradinho que serviu de hospedagem para D. Pedro II, quando em visita pelo interior do país. Por esse motivo, Traíras chegou a ser “Capital do Brasil” por 24 horas.
...Existem ainda as ruínas do cemitério, onde estão sepultados meus avós com exceção da avó materna e algumas inscrições que no meu ver mereciam atenção especial por parte da prefeitura, principalmente por estar implantando o turismo em niquelândia.”

Acredito que ao encerrar o seu texto, o Dr. Maurity deveria estar com os olhos lacrimejantes pois, na forma em que relata, mostra a sua saudosa sensibilidade.

Como podemos ver, uma comunidade que não cuida de evoluir, que se apega a apenas uma ou outra atividade desenvolvimentista, que não está preparada para acompanhar o desenvolvimento, tende a se apagar na história e passa a ser apenas lembrança saudosa daqueles que tentaram lutar pela sua grandeza frustrada.

A omissão de autoridades, responsáveis pelo crescimento ou pela depredação das obras da comunidade, nos dá uma informação precisa de quem deve ser um representante do povo.

A indicação de pessoas despreparadas para essa representação pode levar uma cidade próspera à bancarrota, à ruína,... a ser apenas uma saudade.

Traíras, ontem capital do Brasil, hoje ruínas.

Niquelândia, hoje a capital do níquel, amanhã...

Texto do NOVA VISÃO, um Informativo do Instituto Matheus de Lima

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UMA LIÇÃO DE HUMILDADE

Aos sete meses de idade descobrimos no hospital Anchieta, em Taguatinga-DF, que Matheus era portador de agenesia do corpo caloso, o que retardaria seus movimentos e raciocínio.
Numa reação normal de pai apaixonado pelos filhos (Tatiana, George, Themis Cristina, Aline e Carlos Matheus) me dirigi ao Hospital Sarah Kubitschek,em Brasíllia-DF, e arrogantemente quis impôr meus direitos alegando ser funcionário do Senado e exigia atenção redobrada para o meu filho.

“-Estou com um grande problema, exijo atenção!
Pacientemente me encaminharam para uma sala aonde várias pessoas aguardavam e contavam a sua história.

Uma senhora expôs a sua situação: Havia viajado durante vários dias de carona em caminhões, proveniente do estado do Acre, e ao chegar em Brasília para cuidar do filho, não tinha sequer aonde morar, pois não conhecia ninguém na cidade.

A orientadora do hospital se dirigiu a mim e perguntou:
-O senhor ainda acha que tem um grande problema?

Foi aí que eu concluí:
-Quando olhamos para nosso próximo é que vemos quem realmente somos. Toda aquela grandeza que me revestia não foram suficiente para impedir a deficiência do meu filho.
Por outro lado descobri que aquela criança que Deus entregou em minhas mãos me tornava bem maior do que imaginei, pois, a partir daquele momento eu aprendi que nossa pequinês pode ser tão infinita quanto a nossa grandeza.
Tudo depende da ótica que assumimos para encarar a vida.
Com covardia ou com coragem, com descrença ou fé, com rancor ou com AMOR
.

Obrigado meu Deus por me entregar essa responsabilidade.
Obrigado à Mãe do Céu por me conduzir na nobreza dessa tarefa.
Beto Lima